- O que é que você está fazendo aqui, meu bem? você nem tem sequer idade para saber como a vida fica ruim depois.
- E foi então que, oralmente, Cecília deu aquela que haveria de ser a única explicação de suicida, uma explicação inútil naquele momento, já que ia viver:
- Evidentemente, doutor - disse -, o senhor nunca foi uma garota de 13 anos".
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Uma das capas da edição brasileira |
Seguindo a série de leituras de livros que
deram origens a filmes, acabei de ler “As
Virgens Suicidas (The Suicides Virgin)“, de Jeffrey Eugenides que
deu origem ao primeiro longa-metragem de Sofia Coppola. A diretora
inclusive soube tratar com sensibilidade a temática trazida no
livro, sendo também fiel à narrativa.
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Filme de Sofia Coppola |
O
livro é muito bem escrito e rico em detalhes. Recomendo à leitura
para aqueles que são fascinados pela morte e para àqueles que
pretender tentar compreender a melancolia. E também a quem
simplesmente deseja uma boa leitura.
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Cena de "As virgens suicidas" |
“ O
que arrastavam atrás de si não era a vida, que é sempre vencida
pela morte natural, mas a mais trivial lista de fatos mundanos: um
relógio na parede marcando seu tique-taque, um quarto em penumbra
num fim de tarde, e a afronta de um ser humano pensando apenas em si
que encosta mesmo. Seu cérebro apagando-se para o resto, mas
chamejando em exatos pontos de dor, feridas pessoais, sonhos
perdidos.(...) Não podíamos imaginar o vazio de uma criatura uma
navalha nos pulsos e abre as veias, o vazio e a calma.”
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